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O que o documento precisa ter

As cláusulas essenciais de um contrato de honorários.

O modelo acima já vem com todas elas. Abaixo, o que cada uma resolve — útil tanto para conferir o nosso quanto para revisar o contrato que você já usa.

Qualificação das partes

Dados completos do cliente e do advogado ou da sociedade, incluindo o número de inscrição na OAB. É o que identifica quem se obriga.

Objeto do contrato

Descrição precisa do serviço: se é atuação judicial ou extrajudicial, quais instâncias estão cobertas e, havendo processo, o número dele. Escopo vago é a origem mais comum de discussão depois.

Forma de remuneração

Valor e modalidade — fixo, mensal, por hora ou com cláusula de êxito —, com vencimentos e reajuste, se houver.

Despesas e custas

Quem arca com taxas judiciais, cópias, deslocamentos, peritos e diligências. Costuma ficar a cargo do cliente, mas precisa estar escrito.

Rescisão e inadimplência

Regras para o término antecipado e o pagamento proporcional do que já foi executado, além das consequências do atraso.

Foro e assinatura

Eleição de foro, local, data e assinatura das partes.

Um ponto que costuma passar

O contrato escrito é título executivo.

O art. 24 do Estatuto da Advocacia (Lei 8.906/1994) atribui ao contrato escrito de honorários força de título executivo. Na prática, isso permite executar o crédito diretamente, sem precisar de uma ação de conhecimento só para reconhecê-lo.

É a diferença entre cobrar com um documento e cobrar com um acordo verbal — e o motivo pelo qual vale a pena formalizar mesmo o trabalho combinado com quem você já conhece.

Sem contrato escrito, a cobrança começa do zero.Com ele, começa na execução.
Cláusula a cláusula

Onde o tratamento visual muda o resultado.

Nem toda cláusula precisa de tratamento visual. O ganho aparece onde há número, prazo ou consequência — que são, não por acaso, as cláusulas que o cliente relê meses depois.

Valores e pagamento

Em texto corridoPercentuais, parcelas e vencimentos diluídos num parágrafo único.

Em Visual LawTabela com valor, forma, vencimento e o que acontece em caso de atraso.

Objeto do contrato

Em texto corridoDescrição longa em que o escopo se confunde com as ressalvas.

Em Visual LawO que está incluído e o que não está, em duas colunas.

Prazos e vigência

Em texto corridoDatas espalhadas por cláusulas diferentes do documento.

Em Visual LawLinha do tempo com início, marcos e término.

Obrigações das partes

Em texto corridoUma lista corrida em que não se distingue quem deve o quê.

Em Visual LawBlocos separados por parte, com as obrigações de cada uma.

Rescisão e multa

Em texto corridoHipóteses e consequências em texto denso, no fim do contrato.

Em Visual LawQuadro de destaque ligando cada hipótese à sua consequência.

Dúvidas frequentes

Perguntas sobre contrato de honorários

O que é o contrato de honorários advocatícios?

É o documento que formaliza a prestação de serviços entre advogado e cliente: define o objeto do trabalho, a forma de remuneração, quem arca com as despesas e o que acontece em caso de rescisão.

É ele que dá segurança às duas partes sobre o que foi combinado.

O contrato de honorários é título executivo extrajudicial?

Sim. O art. 24 do Estatuto da Advocacia (Lei 8.906/1994) atribui ao contrato escrito de honorários força de título executivo.

Na prática, isso permite ao advogado executar o crédito diretamente, sem precisar de ação de conhecimento para reconhecê-lo.

O contrato de honorários precisa de testemunhas?

Não. A força executiva do contrato de honorários decorre do art. 24 do Estatuto da Advocacia, que não condiciona essa eficácia à assinatura de testemunhas.

Elas podem ser incluídas como cautela adicional, mas a ausência não retira a executividade do documento.

Quais cláusulas não podem faltar?

Qualificação completa das partes, com a inscrição do advogado na OAB; descrição precisa do objeto, dizendo se é atuação judicial ou extrajudicial e quais instâncias abrange; forma de remuneração; responsabilidade pelas despesas e custas; e as regras de rescisão, com o pagamento proporcional do que já foi executado.

Quais são as formas de cobrança mais usadas?

Honorários fixos, pagos à vista ou parcelados; mensalidade, no modelo de assessoria continuada; cobrança por hora trabalhada; e honorários de êxito, calculados sobre o proveito econômico obtido.

As formas podem ser combinadas — um valor inicial fixo somado a um percentual de êxito é um arranjo comum.

O modelo de vocês é realmente gratuito?

É. Você preenche o formulário, recebe o arquivo na hora e também por e-mail, para baixar quando quiser. É editável no Microsoft Word e pode receber a sua logo, as suas cores e os seus dados.

Um contrato em Visual Law tem a mesma validade?

Sim. A validade de um contrato depende dos requisitos do Código Civil — agente capaz, objeto lícito e forma prescrita ou não defesa em lei —, não da sua diagramação.

Recursos visuais não alteram nenhum desses requisitos. Um contrato bem apresentado é tão válido quanto um em texto corrido.

Deixar o contrato mais claro enfraquece a proteção do escritório?

Ao contrário. Cláusula que o cliente não entendeu é a que mais gera discussão depois — e, em relação de consumo, a redação obscura tende a ser interpretada de maneira mais favorável ao aderente.

Clareza reduz litígio sobre o próprio contrato.

Quais cláusulas mais ganham com o tratamento visual?

As que envolvem número, prazo ou consequência: valores e forma de pagamento, prazos e vigência, obrigações de cada parte, hipóteses de rescisão e penalidades.

São justamente as cláusulas que o cliente procura quando abre o contrato de novo, meses depois.

Depois do contrato

O mesmo padrão nos outros documentos do escritório.

Este contrato usa o padrão Visual Law: hierarquia de cláusulas, valores em tabela e destaque para obrigações e prazos. O mesmo tratamento se aplica a petições, procurações e propostas.